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Médico Cardiologista do HCFAMEMA participa de estudo nacional

10/02/2026
Foto ilustrativa

O médico cardiologista, doutor Pedro Beraldo, participou como autor do estudo “Early Withdrawal of Aspirin after PCI in Acute Coronary Syndromes” (“Retirada precoce do ácido acetilsalicílico após intervenção coronária percutânea em síndromes coronárias agudas” – tradução livre) desenvolvido por 50 centros de pesquisa no Brasil, liderado pelo Hospital Albert Einstein.

 

A publicação teve como princípio o uso dos medicamentos por pacientes que sofreram infarto e tiveram necessidade de utilização de stent - suporte para impedir que a artéria se feche novamente após a remoção das placas de gordura que fecharam a artéria inicialmente.

 

Hoje em dia, o tratamento consiste no uso de duas medicações para esses casos: o AAS (ácido acetilsalicílico) em conjunto com um medicamento antiplaquetário, com o intuito de ambos inibirem as plaquetas e reduzirem o risco trombótico.

 

Esse tratamento é necessário para que a adaptação do organismo ao stent aconteça de forma prevista, sem a formação de coágulo dentro do material. Porém, existe o risco de sangramento em alguns pacientes, que pode ser cerebral, digestivo, ginecológico, entre outros, gerando uma complicação grave.

 

Por isso, 50 centros de pesquisa brasileiros se uniram para estudar a possibilidade de utilizar um único remédio mais potente de forma isolada para inibir a coagulação, ao invés de dois medicamentos.

 

Foram avaliados 3.410 pacientes, divididos em dois grupos, de forma aleatória. Um grupo recebeu o tratamento padrão (com dois medicamentos), e o outro recebeu o tratamento experimental (com o antiplaquetário mais potente, sem o AAS).

 

No período de 12 meses, os pacientes foram avaliados a partir de dois pilares: a eficácia, ou seja, se suspender o AAS precocemente teria o mesmo resultado de usar o tratamento padrão; e qual tratamento permitiria maior benefício para o paciente.

 

O estudo mostrou que suspender o AAS precocemente não oferece a mesma segurança e eficácia para o paciente do que manter o medicamento por 12 meses. A suspensão precoce do AAS diminuiu bastante o risco de sangramento, mas não resultou na mesma eficácia do que o tratamento padrão atual.

 

A pesquisa teve reconhecimento internacional ao ser apresentada no Congresso Europeu de Cardiologia, ser publicada no “The New England Journal of Medicine” e estar entre os dez artigos mais impactantes de 2025 segundo a revista da Sociedade Europeia de Cardiologia.

 

“Foi um estudo nacional, reforçando que o Brasil tem condições de gerar pesquisa de qualidade, basta ter um financiamento e seleção de centros de pesquisa adequados”, finalizou doutor Pedro Beraldo.

 

A pesquisa não foi aplicada no hospital, porém reconhecemos o excelente trabalho do nosso médico cardiologista, doutor Pedro Beraldo.

 

HCFAMEMA | 14 3434 2525

 

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